
Marisa Orth está de volta ao universo sensual quase 30 anos depois de posar para a Playboy, só que em 2026. Não tem revista escondida na gaveta ou corrida até a banca (época boa). Agora é vídeo online, pagamento único e uma estreia marcada para todo mundo assistir de casa.
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A atriz é a primeira estrela do Amasso, nova plataforma brasileira +18 que começa suas atividades apostando em produções sensuais com gente conhecida. Sucesso certo? Quem sabe. Ao final vou apontar um problema que pode atrapalhar esse tipo de projeto.

O primeiro conteúdo completo estreia no dia 30 de setembro de 2026, às 20h, horário de Brasília. O acesso custa R$ 33. Mas te falo que quando bati o olho nessa história, o preço ou a curiosidade em torno da Marisa nem foram o que mais me chamaram atenção.
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Para mim, o Amasso aponta para algo maior. Acho que estamos entrando numa fase em que famosos participando de produções adultas vai deixar de ser aquela notícia quase escandalosa e começar a ser encarado simplesmente como mais um formato de entretenimento. O povo quer conteúdo apimentado.

| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Plataforma | Amasso |
| Primeira estrela | Marisa Orth |
| Com | Vitor Gadelha |
| Estreia | 30/09/2026 às 20h |
| Preço | R$ 33 |
| Direção | Gringo Cardia |
| Codireção | Bárbara Paz |
| Formato | Pay per view com pagamento único |
| Conteúdo | Produção sensual em vídeo |
| Público | Exclusivo para maiores de 18 anos |
| Site | amasso.com.br |

O que é o Amasso
Passo 1 de 6 – O Amasso não chega com a mesma proposta das plataformas adultas baseadas em perfis, assinaturas mensais e um fluxo constante de fotos e vídeos.

A ideia aqui parece ser vender produções individuais. Você escolhe aquele lançamento, paga pelo acesso e assiste. Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, depois da compra o vídeo continua disponível para ser revisto.
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É por isso que o termo pay per view faz bastante sentido. A plataforma pretende lançar novas produções aproximadamente a cada 40 dias, trabalhando com artistas, influenciadores, celebridades e outras personalidades. Cada vídeo teria roteiro e produção próprios.

Achei curioso porque o modelo fica bem no meio do caminho entre os antigos ensaios sensuais de revista, um curta adulto e as plataformas +18 que conhecemos hoje. Em vez de acompanhar uma pessoa todos os meses, você compra aquele momento específico.
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E existe também a sensação de evento. Tem anúncio, elenco, diretor, horário marcado e uma estreia que ainda nem aconteceu, mas já está rendendo notícia em alguns dos maiores portais do país.

Marisa Orth abre a plataforma ao lado de Vitor Gadelha
No primeiro lançamento, Marisa Orth contracena com o ator e modelo Vitor Gadelha.
Vitor também faz parte do elenco de A Praça É Nossa, do SBT. A diferença de idade entre os dois faz parte da provocação da própria produção, que gira em torno de um encontro e da intimidade criada durante uma noite.

O vídeo tem cerca de dez minutos e foi produzido em preto e branco.
Na página oficial, o Amasso apresenta a produção como um encontro filmado sem cortes e sem pudor, dentro de uma casa e durante uma noite.
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Isso pode fazer alguém imaginar um pornô tradicional, mas o material divulgado até agora aponta para outro caminho.
A proposta parece trabalhar mais com clima, aproximação, desejo e sugestão. Parte do que acontece entre os personagens fica fora das câmeras e na cabeça de quem está assistindo.

A direção ficou com Gringo Cardia e a codireção com Bárbara Paz.
E é justamente o nome de Gringo que cria uma ligação muito boa entre essa novidade de 2026 e outra fase da carreira de Marisa Orth.

Da Playboy de 1997 ao pay per view de 2026
Quem viveu os anos 90 provavelmente lembra do tamanho que tinha uma capa da Playboy com uma atriz, dançarina ou qualquer outra famosa gostosona.
Em agosto de 1997 foi a vez de Marisa Orth, que estava numa fase enorme de popularidade por causa da personagem Magda em Sai de Baixo.
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A edição teve tiragem de aproximadamente 1,2 milhão de exemplares. Segundo a Folha de S.Paulo da época, 415 mil revistas foram vendidas nas primeiras 72 horas.
Mas tem um detalhe nessa história que ficou ainda mais interessante agora. Gringo Cardia também estava naquele trabalho.

Ele participou da produção do ensaio da Playboy e foi responsável pela direção de arte e pela criação dos cenários usados nas fotografias.
Quase três décadas depois, Marisa e Gringo voltam a se encontrar profissionalmente em uma produção sensual. Só que o jeito de consumir esse tipo de conteúdo virou de cabeça para baixo.
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Em 1997 você ia até uma banca, comprava a revista e levava para casa. Em 2026 você entra num site pelo celular, paga R$ 33 e espera a hora da estreia.
Para quem acompanha o mercado adulto há bastante tempo, essa mudança é bem interessante de observar.

Conteúdo +18 com famosos tende a ficar mais comum
Essa é a parte que mais me interessa nessa história.
Não acho que o Amasso seja apenas mais um site adulto surgindo no Brasil. Ele aparece num momento em que vender conteúdo sensual ou +18 pela internet já deixou de ser algo restrito a modelos ou profissionais da indústria pornô.

Influenciadores, artistas, modelos, participantes de reality shows e outras pessoas conhecidas já perceberam que existe público disposto a pagar por conteúdo exclusivo.
O passo seguinte me parece bastante natural. Em vez de o famoso precisar manter um perfil adulto ativo o ano inteiro, pode participar de uma produção fechada, receber por aquele trabalho e seguir a vida.
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É exatamente aí que o formato do Amasso pode encontrar espaço. Tem uma famosa conhecida pelo grande público, uma equipe profissional, direção artística, roteiro, preço definido e lançamento com hora marcada.
Quase uma sessão particular de cinema adulto. E talvez isso ajude a diminuir um pouco aquela ideia antiga de que qualquer celebridade envolvida com conteúdo +18 necessariamente mudou de carreira ou entrou para a pornografia.

Não precisa ser assim, pode simplesmente ser um trabalho sensual específico.

E nem precisa mostrar tudo
Tem outro detalhe que considero esperto nessa proposta.
Conteúdo explícito já existe aos montes na internet e boa parte dele pode ser encontrada gratuitamente. Competir apenas tentando mostrar mais seria entrar numa briga enorme.
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O Amasso parece tentar vender outra coisa. Curiosidade.
A vontade de ver uma pessoa conhecida numa situação em que normalmente não vemos.

A inspiração divulgada pela plataforma vem justamente do glamour das antigas edições da Playboy dos anos 80 e 90, quando uma parte enorme da graça estava em descobrir quem seria a próxima famosa a aceitar um ensaio.
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Agora a mídia mudou. Em vez de ensaio fotográfico, entra o vídeo. Em vez da banca, entra o streaming. Em vez de comprar uma revista inteira, paga-se para liberar aquela produção.
A embalagem mudou bastante, mas a curiosidade humana continua exatamente ali.

Quem será o próximo Famoso Criando Conteúdo 18+
O Amasso pretende trabalhar com novos lançamentos em intervalos aproximados de 40 dias. Se esse calendário realmente for mantido, não deve demorar muito até surgir outro nome conhecido.
E pra mim, aí estará o teste mais interessante. Marisa Orth naturalmente consegue chamar atenção porque existe uma história anterior com a Playboy e uma carreira de décadas na televisão, cinema e teatro.

Um primeiro lançamento cercado de curiosidade é uma coisa. Conseguir trazer um segundo, terceiro e quarto famoso já começaria a mostrar que existe uma categoria nova de entretenimento adulto ganhando espaço por aqui.
Ainda não assisti ao filme completo, claro. No momento em que escrevo esta matéria ele nem estreou. Por isso também não faz sentido dizer se vale ou não pagar os R$ 33.
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O que dá para dizer é que a estreia da plataforma já conseguiu uma coisa importante antes mesmo do primeiro vídeo completo entrar no ar. Fez muita gente falar sobre ela.

E se outros artistas aceitarem entrar nessa brincadeira, você pagaria para ver o vídeo?
Talvez daqui a alguns anos seja totalmente normal acompanhar a divulgação de uma nova produção +18 com famoso do mesmo jeito que muita gente esperava para descobrir a próxima capa da Playboy.
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Mas nem tudo é alegria. E o compartilhamento não autorizado dos vídeos nas redes sociais? Será que eles conseguirão bolar uma forma de lidar com isso? Só o tempo dirá.
O formato mudou. O desejo de espiar um pouco mais de perto, pelo jeito, não.
Fontes consultadas
Amasso para informações oficiais sobre preço, estreia, participantes e funcionamento da plataforma.
UOL Splash para informações sobre o lançamento do Amasso, formato pay per view, duração aproximada, proposta dos vídeos e novos lançamentos.
Veja para informações sobre Marisa Orth, Vitor Gadelha, direção, duração, preço e data da estreia.
Folha de S.Paulo para informações sobre a nova produção sensual e declarações da atriz sobre o projeto.
Folha de S.Paulo de 1997 para dados históricos sobre a edição da Playboy estrelada por Marisa Orth.
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